PIRATAS, ARGOS E NARCISO
Alberto Crusius - de Porto Alegre
Alvorecer
Célere, a galera sulca.
Hierático, o fato: é fenícia. E pirata.
Argos, com direito à citação.
Esbarra com fragor marítimo de espoucada espuma, no sonoro nome de Argos, a idéia de que seja arbitrário o signo. Era Argos, erga omnes, navio de Jasão e patético, oportuno, cão de Ulisses. Ir e retorno, num só nome, reunidos.
Narciso sem plástica
Sou meu rosto.
São as rugas o derradeiro rastro
dos passados anos em sulco semeados.
Lenta é a colheita, macias as sombras
Também sabe a mosto
o suave sol posto.
(Corrigem-se, nestes poemas, erros de publicação na revista Continente Sul, do Instituto Estadual do Livro do RGS, número 9, de 1998, aproveitando para alterações.)
Alvorecer
Célere, a galera sulca.
Hierático, o fato: é fenícia. E pirata.
Argos, com direito à citação.
Esbarra com fragor marítimo de espoucada espuma, no sonoro nome de Argos, a idéia de que seja arbitrário o signo. Era Argos, erga omnes, navio de Jasão e patético, oportuno, cão de Ulisses. Ir e retorno, num só nome, reunidos.
Narciso sem plástica
Sou meu rosto.
São as rugas o derradeiro rastro
dos passados anos em sulco semeados.
Lenta é a colheita, macias as sombras
Também sabe a mosto
o suave sol posto.
(Corrigem-se, nestes poemas, erros de publicação na revista Continente Sul, do Instituto Estadual do Livro do RGS, número 9, de 1998, aproveitando para alterações.)

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